Uma praga no futebol

Briga nas arquibancadas de São Januário manchou clássico entre Flamengo e Vasco. Violência continuou fora do estádio (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)

13/07/2017

Blog do Noblat

Leio com tristeza que uma facção organizada de torcedores do Botafogo atacou torcedores do Atlético Mineiro pouco antes do jogo entre as duas equipes no Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro.
Dias antes um torcedor do Vasco da Gama foi baleado e morreu em um jogo do time contra o Flamengo no Estádio São Januário, também no Rio. Em outro evento, torcedores do Coritiba cercaram um ônibus com corinthianos e o atacaram com pedras e paus.

Eventos como esses se repetem por causa das atitudes de torcedores fanáticos que acreditam que a agressão aos adversários faz parte da vida e do jogo.

Não há, por parte das autoridades esportivas e policiais, o devido tratamento da questão.

Torcidas organizadas são uma praga que afastam do estádio o torcedor não organizado. O pior é que as torcidas organizadas são incapazes de sustentar um clube de futebol. Pelo contrário, elas afastam as famílias do espetáculo.

Infelizmente, a indigência intelectual de dirigentes de clubes terminou por estimular a existência de torcidas organizadas, ao dar-lhes benefícios e mordomias.

Já passou da hora de a CBF e os clubes tomarem uma posição clara quanto a isso. Todas as torcidas organizadas devem ser segregadas, identificadas e monitoradas. Clubes e torcidas devem ser severamente punidos por badernas e violências. Torcidas violentas devem ser simplesmente expulsas dos estádios.

Algumas providências devem ser tomadas.

Jogos do Campeonato Brasileiro devem contar com juízes de plantão e detenção automática para baderneiros. A CBF deve acompanhar com precisão os movimentos das torcidas organizadas.

As polícias, com o apoio da CBF e dos clubes, devem ter serviços de inteligência para vigiá-las. Certamente vão descobrir outros crimes, e as punições devem ser rápidas e exemplares.

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, o esporte tem 30 milhões de praticantes no Brasil e movimenta R$ 16 bilhões por ano. São números pálidos diante da importância do futebol brasileiro no mundo. Bem cuidado, o futebol pode movimentar muito mais.

O começo de tudo é tratar da segurança e banir a violência dos estádios e de suas cercanias. O espetáculo do futebol deve ser, acima de tudo, um evento com ampla segurança.

Enviado por Murillo de Aragão 04, agosto, 2017 | 16:08